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INFOMATION
.LisandraMoraes

Há quem diga que ela não passe de um monte de palavras. Há quem espere dela um monte de atitudes. Há quem a não conheça, há quem finja não conhecer. Há quem a siga, há quem se afaste. Há quem a abrace a há quem a faça chorar… Ela chora por não saber como dizer E escreve por não saber como chorar. Ela descreve o que não é E aposta no errado. Vive entre fases E te vicia lentamente. A abstinência te assusta, mas isso a diverte


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  • Date / Time : domingo, 4 de julho de 2010 / domingo, julho 04, 2010


    Aqui em casa o pessoal tem um problema sério. Para falar bem a verdade eles tem vários problemas sérios, mas só esse me incomoda. Incomoda-me porque eu adoro silêncio, um pouco de solidão e tenho mal humor quando acordo e não tomo café ou quando não leio alguma coisa durante o dia. Aqui em casa ninguém pode ter mal humor ou TPM ou resfriado ou dor de cabeça. Aqui em casa as pessoas tem que estar disponíveis 24 horas por dia e com um sorriso na cara. O telefone toca a cada cinco minutos e sempre tem gente entrando e saindo. O telefone do meu quarto, quase sempre, fica desconectado porque barulho de telefone tocando o tempo inteiro me irrita. A porta do meu quarto sempre fechada, porque não tem criatura normal na face da terra que consiga ler, escrever, ver um filme ou estudar quando sempre tem alguém: “Oi, Lisandra? Esse quarto é quente, né?”; “Guria vai namorar! Ainda tá aí?” “Tu sabia que fulano... blá-blá-blá”. PQP! Uma hora a pessoa explode, por mais passiva que seja. Mas eu não sou passiva, aliás, gente passiva é outra coisa que me irrita. Porque ninguém sabe, mas tenho corrido maratonas e vencido monstros gigantescos para conseguir sentir tudo isso sem arrancar minha cabeça fora.

    Nada em mim é passivo. Tudo em mim fura, arrebenta, endurece, estoura na cara dos outros. Isso é ser mulher? Me diz!

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